quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

fantasmas

Perdi-me na noite.
Tudo à minha volta era barulho, luzes, pessoas. Somente eu estava sozinha. O meu pensamento vagueava por terras distintas, nem eu sei bem onde. Queria acreditar que poderia chegar ao meu objectivo e por isso me deixava solta, por inteiro. Mas onde queria eu chegar afinal? Onde quero? Pergunto-me sobre qual será o meu caminho, sem chegar a uma conclusão. Acho que mesmo que tente aquele rumo que queria, mais uma vez não vou ver a luz lá ao fundo...
Não sei como chegar aí, aí a um sítio qualquer. Não consigo, por mais que batalhe, tentar entrar nessa caverna e descobrir o que há lá dentro. Será pedir demais? Talvez. Deixo de pensar e vou apenas, em frente, embalada pelas curvas do meu caminho. Um dia chegarei a algum lado, nem que seja a uma aldeia escondida do mundo.
Esperança. Porque não tê-la? É o que trago sempre comigo, o saber que talvez ainda haja alguém em quem confiar. Fico à espera de encontrar o que quero seguir. Mas onde estará? Sei que posso continuar aqui às voltas por muito mais tempo. Acima de tudo estou perdida, não é? Ainda que o frio e a escuridão lá fora sejam cerrados, nada me resta senão continuar a vaguear... Sem rumo, sem nada, sem ninguém. Dentro de sonhos talvez vislumbre o caminho que devo seguir, duvido.
Secretamente, anseio encontrá-lo... Não o quero. É tão bom ir sem saber para onde... Perdida na noite sinto-me eu. Eu, mas fria. Afinal, estes fantasmas gigantes não deixam de assombrar o meu caminho, por muito pouca importância que lhes dê.
Podes apenas soprar e mandá-los embora?

1 comentário:

Cátia disse...

Sabes tanto, gaja!

Tdo aquilo que escreves tem um pouquinho de mim =P