quinta-feira, 7 de maio de 2009

Mensagens.

Ansiosa. Medrosa. Impaciente. Mas tão calma... Tudo quase arrumado, mas tudo por arrumar. Sem stresses. Não há-de ser nada... Uns mimos. Umas lembranças. Umas coisinhas para ficarem por cá, enquanto não volto. (Queria eu ir de Erasmus seis meses... agora são só três dias e é isto.) Aqui vai. De mim, com tudo de mim. Com a minha alma, com as minhas palavras e essencialmente com o meu coração.
Os que me trouxeram ao mundo. Não sei se sabem deste meu lugarzinho. Talvez, mas nada dizem sobre. Os mais importantes da minha vida. A companhia de todas as horas. A repreensão que me faz pensar. O sentimento de que o abandono e o desleixe são palavras que não conhecem. Por mais que pensem que não, o ar que respiro a cada inspiração.
O que meu desta oportunidade. Amigo de horas tortas, professor de crescimentos inacabados. Despertador da maturidade e das responsabilidades. Orientador de trabalho, corrector de uns dedos novos no teclado à procura do modo mais sábio. Incansável. Especial, por tudo o que ensina, por tudo aquilo de que é capaz.
O que me dá sentido. Gémeo incondicional, minha versão mais perfeita. Igual em tudo. Incomparável no modo de pensar, de sentir, de rir, de vibrar. Eu, mas ele. Melhor amigo sem tirar nem pôr. Amor, de irmão. Partilha de tudo, sem vergonha. Ajuda, pelo ouvir constante. Apoio, incondicional.
A especial. Boa, por fora e por dentro. Risonha, sempre. Companheira de horas vagas, cada vez mais. Descoberta num mundo de magia, continua em ascenção. Sentimento de protecção. Certeza de presença, sempre. Alerta, para tudo. O suporte, imprescindível.
O cúmplice. Conhecedor de realidades menos boas. Partilha de conversas inacabáveis. Sorriso matador. Descoberta a cada dia, vontade de conhecer mais. Diferente, especial. Confiança, porque sim. Cumplicidade, toda, na noite. A noite.
Acho que posso dizer que o mundo não vai acabar, mas tenho medo. Tal criança de 2 anos que não consegue dormir porque vem aí o papão. Amanhã a esta hora não sei bem onde estou. Aqui, sentada, sem me apetecer nada fazer, não será certamente. Parto rumo a uma aventura, a uma experiência única. Voltarei, espero, voltarei sim.
Obrigada por tudo, tudo, pessoas do meu coração.
Obrigada por um simples sorriso e um olá a cada dia.
Eu, simplesmente esta pessoa, gosta de vocês.

terça-feira, 5 de maio de 2009

a batalha

Quando o inesperado se torna realidade, é como uma chama que se acende sem ser preciso fazer fogo. Mas e depois? Será que queima ou não? Nada como ir somente com o vento que despenteia os cabelos. Ir sem ver, sem saber para onde. O que virá depois é uma incógnita. O medo é uma constante: podemos sempre tropeçar e cair. Parece que acaba sempre assim, não? Com um tropeção tão grande que, ao arranhar os joelhos, custa tanto a sarar...
Há quem passe a ir com mais calma, pé ante pé, afastando os cabelos da cara. Mas há também os que vivem a confusão, aqueles que mesmo sem ver nada, andam com convicção. Mesmo correndo o risco de tornar a ferida mais profunda, vão, porque não sabem não o fazer. Quando acontece, podem tentar parar para pensar, tentar ter mais calma, mais ponderação. Mas depois o impulso está-lhes tão inerente que rapidamente desistem e seguem o seu caminho.
Chamar-lhes-ia destemidos. Corajosos. Diferentes até, por se dedicarem por completo ao que lhes é natural em vez de tentarem travá-lo. São aqueles que encaram as adversidades, os contratempos, os momentos de uma forma espontânea. Não deveria ser assim? Talvez, mas nem todos têm essa capacidade. Essa vontade de ir, apenas, sem nada ver, sem nada fazer, sem se preocupar. São dois tipos de guerreiros a travar uma mesma luta: aqueles que agarram no primeiro pau que encontram no chão e seguem caminho até à batalha, e os outros que se escondem atrás de uma armadura, em cima de um cavalo, cheios de espingardas e balas que nunca mais acabam. Para uns, cair representa uma dor, mas continuam assim que se levantam. Para outros, representa magoar o inimigo, sem dó nem piedade, apenas garantindo que eles próprios ficam bem. É uma dualidade. Quem não quer ganhar uma luta sem que lhe doa? Quem não quer ficar marcado por ser o mais corajoso?
Ainda que corra muitos riscos, preferia ir e pronto. Sem saber, sem me importar. Por mais que caísse, havia de me levantar. A batalha seria ganha por mim, sem a ajuda de algo supérfluo. Certeza não existiria, somente uma réstia de esperança que me diria que aprenderia a cada queda, até um dia morrer, até ao fim da vida... Não valerá mais a pena do que ir em cima de um cavalo fazendo os outros, os destemidos, cair? Porque quem vai lá no alto, só tem um papel: ensinar aos que vão a pé com um pau na mão que esses sim, são os verdadeiros vencedores da batalha.

domingo, 3 de maio de 2009

eu sei

Sabes quando parece que nada faz sentido? Quando as coisas menos boas da vida acontecem todas ao mesmo tempo e não sabes que caminho seguir? Eu sei.
Sabes quando num momento de pacividade tudo muda num segundo? Quando as gargalhadas se impõem e a certeza de que ainda vale a pena continuar aqui é total? Eu sei.
Sei que, sem saber como, tudo ficou mais colorido. As pessoas ganharam mais sentido, tornaram-se pessoas aos meus olhos. Num momento apenas calmo, normal, parece que a aura à minha volta mudou. Deixou de ser cinzenta e ficou somente em todos os tons do arco-íris.
Sabes quando pensas: como é possível ter acontecido isto? Sabes quando apenas sorris e queres gritar que estás feliz? Eu sei!
Sabes quando vês o pôr e o nascer do sol apenas e só porque sim? Porque te apetece, porque queres, porque gostas de gostar? Eu sei!
Sabes quando tudo aquilo que sentes é a sensação de que estás apenas num campo relvado, com o vento a passar por ti e com inúmeras borboletas a voar e a brincar com os teus dedos?
Quando parece tudo tão certo, que nem é fácil acreditar? Eu sei, sei bem o que isso é. E se todos os momentos de angústia trazem um destes de seguida, então que venham mais porque sou bem capaz de aguentar com eles. Sou feliz, sou sim. Todos aqueles que apenas me deixam assim, parva, obrigada. Que seria de mim sem vocês?

sexta-feira, 1 de maio de 2009

?

Posso gritar outra vez?
A capacidade de insensibilidade das pessoas espanta-me a cada dia que passa...
Será que por crescermos deixamos de sentir?
Se assim for, deixem-me voltar à infância e ser criança para sempre.
Não gosto de ver as pessoas desta maneira: fúteis.