Se tu soubesses... se eu soubesse! Posso não te ter por perto para te olhar, mas vejo-te constantemente. O teu nome paira no meu pensamento e não sei que fazer com ele. Depois, amanhã é um novo dia e a rotina mantém-se igual. Não sei fugir, não sei agir, não sei sentir. Será que ainda sei sonhar?
Vejo-te agora, aqui mesmo. Um olhar terno que só eu desvendo por acreditar que assim o é... ou por o saber, simplesmente, tendo a certeza de que se um dia me deres um abraço será o mais terno de todos até então. Mesmo no meio da multidão, sei sempre onde páras e quando sorris. Se tu soubesses...
Não existe explicação plausível e minimamente aceitável. É apenas como um rio onde a água naturalmente corre, no seu leito, nada mais ou menos complicado. Ainda agora, agora mesmo, te imagino na timidez constante que, embora não pareças ter, faz tanta parte de ti como um simples inspirar/expirar.
Só tu fazes o meu sol brilhar, conseguindo com que eu perca o jeito e não te saiba falar. Saberei sorrir-te? Saberei distinguir o que é isto que não identifico, de algo que não conheço mesmo? Acabas por chegar sempre, demorando mais ou menos tempo. Naturalmente, como um dia em que entras num café e pedes um copo de água... mas eu complico, eu transformo e não entendo, não defino, não resolvo. Imagino e anseio. Será que transmito? Se eu soubesse!
Se tu soubesses... se eu soubesse!