É inexplicável. E é-o, porque o é.
A cumplicidade instantânea e pura, sem combinação prévia, na verdadeira acepção da palavra. É-o, porque o é. Porque não poderia ser de outra maneira. Porque não daria para ser doutra maneira.
E a mínima falha sente-se. Ressente-se. Volta a sentir-se. Não magoa, mas custa. Não parte, mas deixa mossa. Porque quando não é tudo e passa a ser apenas quase tudo, sente-se. Não está, mas vai estando.
Continua a ser inexplicável, porque o é. Quando o mundo nos dá um prato cheio de coisas boas temos de as saborear todas. Se nos tiram um ingrediente, o sabor não é o mesmo. E sem um pedaço do sabor, nunca será o mesmo. Foi-o ontem, foi-o até à pouco. Agora não o é. Será amanhã? Será daqui para a frente? Sê-lo-á como o foi?
Continua a ser inexplicável. O princípio, o meio e o fim que não tem. E é-o. Porque o é.
Porque o será sempre, mesmo sem a cereja no topo do bolo.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Mais perto de ti
Hoje chorei. Bebi palavras de dor que antes foram de esperança. Gritei-as com medo, frustração e impotência. Hoje o "mais perto de ti" parece esfumar-se com as palavras rotineiras.
Se dantes o encarava com esperança e crença de que tudo poderia ser diferente, melhor e inigualável a cada dia, hoje vejo-o com o medo de que o que agora é especial, daqui a um tempo passe a ser um pedido implorado e sofrido para que tudo permaneça.
Havia a certeza de que "se tudo acabar, nós voltamos a começar". Agora haverá? Sinto o distanciamento a chegar, disfarçado pelo hábito e pela rotina. Não o quero, mas não tenho força para conseguir mandá-lo embora sozinha... E tento, tento muito.
Hoje bebi palavras de dor que antes foram de esperança. "Diz-me o que pensas, não o que eu quero ouvir", faz-me voltar á esperança de que aquela cumplicidade que apenas nós sabemos a que sabe vai continuar a dar significado ao para sempre.
Se dantes o encarava com esperança e crença de que tudo poderia ser diferente, melhor e inigualável a cada dia, hoje vejo-o com o medo de que o que agora é especial, daqui a um tempo passe a ser um pedido implorado e sofrido para que tudo permaneça.
Havia a certeza de que "se tudo acabar, nós voltamos a começar". Agora haverá? Sinto o distanciamento a chegar, disfarçado pelo hábito e pela rotina. Não o quero, mas não tenho força para conseguir mandá-lo embora sozinha... E tento, tento muito.
Hoje bebi palavras de dor que antes foram de esperança. "Diz-me o que pensas, não o que eu quero ouvir", faz-me voltar á esperança de que aquela cumplicidade que apenas nós sabemos a que sabe vai continuar a dar significado ao para sempre.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
tu sem o medo
Estou sombria, como tu. Não sei porque te comportas assim, ainda está para chegar o dia em que te compreenderei e conseguirei responder às tuas mudanças drásticas com a velocidade com que as impeles. Tento contrariar-te ou caminhar a teu lado, mas nenhuma das opções me parece certa.
O que mais custa é que quando estás bem, na felicidade plena e quando parece que vais explodir de satisfação, encontras sempre forma de voltar à insegurança, ao medo, ao aperto.
E o quanto dói esse medo... Parece que nada no mundo é suficiente e será forte para to tirar, esse medo intenso e com o qual me dás o silêncio, a quietude, o pensar de mais. E sentir o medo em ti, é a pior sensação que conheço.
Esse medo que carregas de quando em vez, transporta todas as suas vertentes: a da perda, a da desilusão, a da incompreensão, a da insatisfação, a do erro. A da perda, a da perda... Esse teu medo que depois de nos tirar tudo, apenas nos deixa memórias. Não quero memórias, quero momentos. Vividos, sentidos, guardados. Não quero as memórias, não quero o medo. Quero de novo a felicidade plena. Custa que ma tragas de volta?
Estou sombria como tu, coração. Podes ser só tu sem o medo, por favor?
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
tramada
Nem sempre és fácil, por vezes magoas. Nem sempre és de sorrisos, por vezes dás lágrimas.
Devias ser de amparar, não de mandar abaixo. Devias ser de amparar, não de criar buracos.
Não devias exigir, devias apoiar. Não devias exigir, devias gostar. Não devias exigir, devias compreender. Não devias exigir, devias dar. Não devias exigir, devias ser só tu e pronto.
Não devias exigir, devias apoiar. Não devias exigir, devias gostar. Não devias exigir, devias compreender. Não devias exigir, devias dar. Não devias exigir, devias ser só tu e pronto.
Todos te pintam como a rainha suprema, mãe da razão e de todos os sentimentos. Mãe do mais importante.
Sê-lo-ás? És. Sem dúvida. Aquilo em que mais acredito e estimo és tu. Defendo-te com unhas e dentes.
Mas sabes?, nem todos te compreendem...
E os que te amam e valorizam, como eu que aqui estou e o assumo, são os que mais magoados contigo saem.
És tramada, Amizade.
Subscrever:
Mensagens (Atom)