quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Anoitece.

Chego a casa, sorrateira, vinda de algum lado. Oiço todo aquele vento que sopra, com força, roçar no meu cabelo apertado pelo lenço que me aconchega. Está frio, talvez. Chego apenas fixa nalgo perfeito e único, pensando nisso que queres, em como és a minha vida.
Chego a casa, rodo a chave na fechadura e entro. A minha cabeça leva-me até ti, como em todo o dia. Representas a minha alma, a minha sacanisse feliz que se ri durante o que respiro. Começo por beber água, inundar-me de vontade de matar a sede, saber que aqui estás.
Sorrateira entro por aí, faço mil e um planos, não concretizo nenhum. Ocupas tudo o que quero, tens tudo o que ninguém tem. Com o frio sei que sinto, que estou viva e acordada.
Permaneces de uma forma tua. E nada te tira daqui. Conforto e aconchego que em mim encontro, sempre presentes mesmo após o sol posto.

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